DESTAQUES DA SEMANA DE MODA DE LONDRES | Fashion Meeting

DESTAQUES DA SEMANA DE MODA DE LONDRES

Publicado: 21/02/2019

CONFIRA OS DESTAQUES DA SEMANA DE MODA DE LONDRES

Com teor conceitual, a semana de moda londrina teve tom de escapismo

 

 

Cada semana de moda internacional tem sua própria veia. Londres é daquelas que leva a sério o conceitual e o experimental. É como se a passarela, lá, fosse um laboratório: para testar, para inovar, para sonhar.

 

Se o que vemos nas passarelas – sejam elas quais forem – é reflexo do mundo em que vivemos, a semana de moda londrina quis dar um escape de toda a confusão geopolítica acontecendo em torno do Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia).

 

Sob uma Inglaterra inquieta, designers resolveram colocar em pauta uma sensação contrária, talvez com o objetivo de sair um pouco da realidade – e ainda bem que a moda nos permite fazer isso, mesmo que seja por um momento.

 

Richard Quinn foi um desses designers. Apaixonado por flores e jardins, manteve os volume e as estampas exageradas que nos levaram a um mundo fantasioso. Não à toa, nomeou sua coleção de "Glamour destemido". Esse quê de couture tem revelado Quinn como um dos jovens estilistas mais influentes da Inglaterra e do mundo recentemente. Até a própria rainha Elizabeth II já compareceu a um desfile dele e entregou, em mãos, o prêmio Award for Design, na última temporada.

 


 

Simone Rocha é consagrada na London Fashion Week. Assim como Quinn, investiu nos volumes, mas para um tipo de mulher que tem um estilo de "princesa contemporânea": é feminina, mas não vê problemas ao usar a lingerie à mostra por cima da roupa. Um flashback da tendência que, segundo Simone, está longe de sair de moda.

 


 

Riccardo Tisci na Burberry também é sempre pauta: na sua segunda coleção para marca, depois de deixar a Givenchy, soltou mais o lápis e tem mostrado, aos poucos, a que veio. Como é de praxe, dividiu o desfile em dois blocos: o primeiro com uma estética de streetwear (o que remeteu muito ao trabalho de Bailey e sua última coleção para a grife) e o segundo, mais elegante, mais seco, na linguagem de seu trabalho de estreia na temporada passada. Essa mesclagem de estilos, formas e shapes teve um ar de anos 1990, época em que a Inglaterra estava, sem dúvidas, em tempos menos conturbados. É um clima novo à Burberry, e nos deixa mais curiosos sobre o que Tisci ainda vai fazer na marca.




 



Via Rachel Sabino, colaboradora do Fashion Meeting Experience durante semana de moda de Milão

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