Amigas ou rivais? Descubra o segredo das blogueiras mais bem-sucedidas!

Publicado: 15/08/2017


Originalmente postado no blog Bru Fioreti

Sabe aquilo de “o rico fica mais rico, o pobre fica mais pobre”? O tema tem sido objeto de estudos de especialistas em networking há anos, porque parece se comprovar na prática. Segundo Keith Ferrazzi, autor do icônico “Nunca Almoce Sozinho”, os milionários se conectam e multiplicam seus dólares graças a uma generosidade peculiar — trocam contatos e negócios para suas fortunas crescerem simultaneamente.

O segredo está no mindset, em colocar em prática a lógica do ganha-ganha. É isso que as algumas das influencers mais bem-pagas do momento vêm usando como trunfo: o aprendizado de que os ricos ficam mais ricos quando ajudam os outros a (adivinhe?) ficarem mais ricos. E isso geralmente se dá por meio de bons contatos.

Estamos falando de riqueza financeira e de seguidores para blogueiras como Thassia Naves, Luciana Tranchesi, Lala Rudge, Lele Saddi e outras que você provavelmente segue no Instagram. Elas posam juntas para campanhas, frequentam suas casas, trocam hashtags e misturam relação pessoal e profissional de um jeito que aguça curiosidade, atrai anunciantes e angaria seguidores.

Muitas são jovens que, sim, nasceram em berço de ouro, mas que aumentaram sua influência e sua conta bancária por conta própria graças ao bom uso das redes sociais.

É uma tentação cair no ranço do “assim é até eu”, mas o meio social sozinho não explicaria tanto sucesso. Quantos de seus pares poderiam se utilizar das benesses de estar na nata da sociedade paulista para crescer em voo solo?! Várias tentaram, porém só algumas conseguiram se solidificar no universo das blogueiras.

Como? Qual o segredo de crescer e se manter relevante nas redes? Fui perguntar a Lele Saddi, a empresária e conectadora de influenciadoras de 29 anos, conhecida no meio da moda como símbolo de credibilidade com marcas e de bom trato social. E ela me deu uma resposta que comprova a tese de Ferrazzi e de Adam Grant, outro estudioso de networking: “Eu e minhas amigas nos ajudamos”.

Lele e suas amigas influenciadoras: juntas nas viagens, no dia a dia e nas ações para marcas. (Foto: Divulgação)

Os bastidores do networking das influencers

“Podia virar competição, mas vira parceria”, resume Lele, ao falar sobre como as amigas de adolescência se tornaram “business partners” ao longo dos anos. “Nós ganhamos mais quando estamos juntas! As marcas gostam desse formato real, de amigas unidas trabalhando. A coisa da vida real está funcionando muito bem, e é natural para a gente.”

Quando está fechando um projeto como uma marca, indica as amigas blogueiras, e assim uma alimenta o sucesso da outra. “Elas eu já conheço, sei do potencial e do profissionalismo. Isso também dá resultado para mim”, explica.

Pensemos em outro bom exemplo de “conectadora de pessoas” bem conhecido na alta sociedade: Donata Meirelles, diretora de estilo da revista “Vogue”, mulher do publicitário Nizan Guanaes e dona de um sorriso e de um bom papo infalíveis. Donata tem uma característica comum com Lele — ambas interagem com facilidade e não fazem distinção de pessoas.

“Meu maior trunfo profissional definitivamente é minha rede de relacionamentos”, avalia Lele Saddi. “Não sou a mais inteligente do mundo, não sou fora da curva em nada, mas sou uma pessoa que tem facilidade de desenvolver relacionamentos com todos os tipos de pessoas. Amo conectar de todas as formas, penso na sinergia entre a marca e a blogueira, faço isso até para casais de amigos!”

Lala Rudge e Lele Saddi: as duas conciliam o lado blogueira com o de empresária e, claro, se ajudam. (Foto: Divulgação)

Dicas para nós que não frequentamos o Jockey Club

A boa notícia é que a habilidade de expandir contatos e manter relacionamentos não é prerrogativa de sangue azul. Já a mentalidade ganha-ganha parece ser passada de pai para filho. Mas tanto no caso da habilidade de fazer networking quanto na de abrir a mente existe treino.

Uma dica para treinar a rede de relacionamentos como uma blogueira de sucesso? Lele dá até duas.

“Primeiro, entenda que a chave de um bom networking é nunca desperdiçar um contato, mesmo que naquele momento não pareça importante, que pareça fora da sua área atual de atuação. Esse contato pode contribuir com seu negócio hoje ou só lá na frente, ou ainda servir para alguém que conhece. A graça é ajudar, abrir possibilidades aos outros também, e isso retorna”, defende.

“A segunda dica tem a ver com diversidade de pessoas. Embora o meio social em que vivo possa ajudar, aprendi que é possível ampliar a rede em qualquer lugar desde que você se abra. Fiz contatos ótimos na faculdade e continuo fazendo aonde quer que eu vá. Aliás, importantíssimo sair, frequentar eventos! É neles que você faz o tête-à-tête, o que torna a relação especial. Qualquer um que estiver ao seu lado pode ter algo a acrescentar, esforce-se e comece a conversar. Boa rede de contatos independe do meio social, tem a ver com querer se desenvolver.”

E, convenhamos, em tempos de internet, o seguidor com poucas curtidas de hoje pode ser o youtuber milionário de amanhã. Se você treinou networking com ele, quem sabe o que isso pode te trazer…

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